quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
LILABUNGALOW - SOM ALEMÃO PARA VIRAR O ANO
Da esquerda prá direita: Patrick, Dave e René.
Uma das melhores novidades lá de fora que ouvi este ano foi o trio alemão LILABUNGALOW.
Comecei a conhecer o som deles quando vi a banda na programação do tradicional FESTIVAL DE JAZZ DE MONTREUX, realizado há 49 anos naquela cidade da Suíça
O grupo vem da cidade de ERFURT, 200 mil habitantes, capital do estado da Turíngia, bem no coração da ALEMANHA, fundada no ano de 742 e que teve grande importância comercial durante a Idade Média. É uma das cidades mais bonitas do país mais poderoso da Europa e também um conhecido centro cultural e universitário.
O LILABUNGALOW tem sua base formada pelo cantor e multi-instrumentista PATRICK FÖLMER, o baixista DAVE BÖNSCH e o baterista RENÉ KOLDITZ, que produzem um som com influências do pop, funk, soul, música eletrônica, country e até pitadas de latinidade.
Em sua discografia estão o álbum de estreia de 2012, que leva o nome da banda; o segundo com o titulo de "PEACE TO GOLD", lançado na metade deste ano e ainda o EP "GIMME A CHICKEN SANDWICH".
Sem dúvida, um ótima trilha sonora para deixar rolar na virada do ano e vinda de um país que cada vez mais se mostra multi-cultural e aberto a influências de diversas partes do mundo, inclusive do Brasil.
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
VERÃO NA ESTAÇÃO DA LUZ
O VERÃO é tema de centenas de canções na Musica Brasileira, em todos os gêneros e estilos.
Mas nenhuma cabe tão bem neste momento como uma gravação de ALCEU VALENÇA, que deu título ao seu álbum lançado em 1985.
Basta ver as notícias para saber que no dia que a estação mais quente da temporada dá as caras, um dos marcos históricos da maior cidade o pais, onde funciona um dos museus mais visitados do mundo, sofre um incêndio terrível, provocado em grande parte pelo descaso das autoridades.
O verão poderia ter chegado de outra maneira na ESTAÇÃO DA LUZ.
sábado, 12 de dezembro de 2015
SINATRA NO MARACA
Levantei hoje com uma frase mortal do uruguaio ALCIDES EDGARDO GHIGGIA, o ponta-direita da seleção do Uruguai de 1950 e responsável pelo gol do título mundial da celeste naquele ano.
"SOMENTE TRÊS PESSOAS SILENCIARAM O MARACANÃ: O PAPA, FRANK SINATRA E EU".
GHIGGIA morreu em Montevidéu, no dia 16 de julho deste ano com a alcunha de maior carrasco na história da seleção brasileira.
O papa em questão era JOÃO PAULO II, o polonês KAROL JÓSEF WOJTYLA, morto em 2005, que em sua última visita ao Brasil, em outubro de 1997, rezou um missa naquele já foi o maior estádio do planeta..
E SINATRA, um dos maiores artistas de todos os tempos, faria hoje 100 ANOS.
O cantor americano se apresentou para um Maracanã lotado por 150 mil pessoas no dia 26 de janeiro de 1980, um sábado de calor sufocante no Rio.
Foi a primeira vez que o estádio que serviu de palco para os maiores jogadores do futebol abriu seus portões para um espetáculo de um mito da música mundial, para muitos o maior cantor de todos os tempos.
O cantor americano se apresentou para um Maracanã lotado por 150 mil pessoas no dia 26 de janeiro de 1980, um sábado de calor sufocante no Rio.
Foi a primeira vez que o estádio que serviu de palco para os maiores jogadores do futebol abriu seus portões para um espetáculo de um mito da música mundial, para muitos o maior cantor de todos os tempos.
Apesar de tantas histórias, o próprio SINATRA considerava aquela noite na cidade de seu amigo TOM
JOBIM como o maior momento de sua trajetória.
FRANCIS ALBERT SINATRA nasceu em Hoboken, Estado de Nova Jersey e começou a cantar profissionalmente antes de completar 20 anos.
Era o começo de uma carreira absolutamente genial e de uma vida intensa onde se juntam canções inesquecíveis, atuações marcantes no cinema, belas mulheres e logicamente, algumas situações nebulosas, mas que jamais ofuscaram seu brilho único, de voz e interpretação perfeitas e sedutores olhos azuis.
Sua voz se calou fisicamente no dia 14 de maio de 1998. Tinha 82 anos.
SINATRA, obviamente, não é um artista da minha geração, mas quando comecei em rádio, em 1981, ele ganhava as paradas do mundo todo com uma gravação deliciosa, produzida pelo mago do pop, QUINCY JONES.
E é assim que gostaria de lembrar dele na data de seu centenário.
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segunda-feira, 23 de novembro de 2015
A CANÇÃO DO AMÉRICA
O futebol brasileiro já chegou a ter quatro times chamados AMÉRICA na primeira divisão.
O do Rio, o de Belo Horizonte, o de Natal e o de São José do Rio Preto. De todos eles, apenas o mineiro não usa as cores vermelho e branco.
Pois é justamente o AMÉRICA belo-horizontino, oficialmente alviverde, que está de volta a Série A do Campeonato Brasileiro.
Em 2016, vamos ver novamente a linda camisa americana nos principais gramados do país.
Esta conquista tem que, obrigatoriamente, ser dedicada ao mais ilustre dos torcedores americanos: o compositor e poeta FERNANDO BRANT, um dos fundadores do CLUBE DA ESQUINA, falecido no dia 12 de junho deste ano.
BRANT, criador de canções que se tornaram eternas nas mentes e nos corações brasileiros e mundiais, era um grande americano, assim como outros músicos famosos de Minas, como TONINHO HORTA, FLÁVIO VENTURINI e TAVINHO MOURA, com quem compôs um hino para o clube de coração.
Salve o AMÉRICA! Viva FERNANDO BRANT.
sábado, 21 de novembro de 2015
GRÊMIO DE AZUL NO GRENAL. PORQUE NÃO?
O GRÊMIO bem que poderia entrar em campo amanhã, no Beira-Rio, no GRENAL 408, com a vistosa camisa azul, um dos grandes sucessos do ano nas lojas tricolores, com vendas surpreendentes.
Há pelo menos dois motivos para isso.
Primeiro: seria uma maneira do clube participar com grande visibilidade da campanha "NOVEMBRO AZUL", que durante todo este mês chama a atenção para um dos males que assombram o universo masculino, o temível câncer de próstata. Pensando como publicitário, é uma ação direta para um público que é mais do um alvo.
Além do mais, de uma forma ou de outra, o GRÊMIO jogará com seu uniforme principal descaracterizado. Desde que virou exigência obrigatória no futebol mundial um clube não usar uma peça do uniforme, além da camisa, é óbvio, com cores semelhantes as do adversário, tanto tricolores como colorados nunca mais disputaram um clássico com seus fardamentos intactos. Uma pena.
O segundo motivo, este sim, tem contornos históricos.
Foi com uma camisa azul clara, que o GRÊMIO, em 1975, conquistou uma de suas maiores vitórias na casa de seu mais tradicional rival.
Na fria noite do dia 23 de julho daquele ano, o tricolor fez 3 a 1 no forte time colorado que terminaria a temporada como campeão brasileiro.
O clássico número 218 entrou para a história como o "GRENAL DO ZEQUINHA", graças a uma partida sensacional do ponta-direita nascido em Minas Gerais que havia sido comprado ao Botafogo no ano anterior por uma quantia milionária e estava devendo uma grande atuação pelo seu novo clube. Ele simplesmente marcou os três gols tricolores.
Mais do que isso: a vitória serviu para quebrar o maior jejum gremista em Grenais de todos os tempos. Foram 18 jogos sem vencer o Inter.
Entrar com a camisa azul neste domingo seria uma forma de celebrar os 40 anos desta grande vitória tricolor.
Que tal?
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
FUTEBOL E MÚSICA NO MAPA DE TODOS
Desta vez, por mera coincidência, o futebol e a música ocupam espaço ao mesmo tempo na agenda e no imaginário de vários brasileiros, especificamente dos porto-alegrenses.
Nesta quinta-feira começa a terceira rodada das Eliminatórias Sul-americanas para a COPA DO MUNDO de 2018, que será disputada na Rússia. Acertadamente, na maioria dos países do continente, a disputa futebolística entre as nove seleções nacionais é chamada de "Classificatória".
O maior destaque é o clássico entre ARGENTINA e BRASIL, às dez da noite, em Buenos Aires, no Monumental de Nuñes, o estádio do atual campeão da Libertadores, o RIVER PLATE. Impossível não ver ou pelo menos acompanhar o desenrolar do jogo pelo celular, porque além de toda a rivalidade latente, há a volta de NEYMAR, em grande fase no Barça.
Enquanto a bola rola, em Porto Alegre estará sendo dado o pontapé inicial para a sexta edição do festival EL MAPA DE TODOS, que reunirá em três dias um pouco da intensa e diversificada produção musical da AMÉRICA DO SUL, que nós brasileiros, insistimos apenas em olhar discretamente, às vezes, nem isso.
Nos últimos 4 anos estive em diferentes países do continente e voltei na bagagem com interessantes referências musicais; portanto é uma baita chance de ver ao vivo artistas que estão tão perto, mas parecem que são de tão longe.
Desta vez, o EL MAPA DE TODOS terá três palcos distintos, uma para cada dia de shows.
A abertura será no THEATRO SÃO PEDRO com o ska pesado dos peruanos do VIEJA SKINA e o som climático de LAFAYETE E OS TREMENDÕES, cariocas que recriarão clássicos da Jovem Guarda, ou dos tempos que o guarda era jovem. É diversão garantida.
Ingressos entre 20 e 40 reais.
Do Peru para POA: VIEJA SKINA
Na sexta 13, no SALÃO DE ATOS da UFRGS, Uruguai, Brasil e Argentina, os três sul-americanos com títulos de campeões mundias, justificam a tradição futebolística na música e tocam com casa cheia, representados, respectivamente, por MILONGAS EXTREMAS, VÍTOR RAMIL e ONDA VAGA. Os ingressos estão esgotados.
O encerramento será no CENTRO HISTÓRICO-CULTURAL SANTA CASA, sábado, a partir das três da tarde, com uma verdadeira maratona musical de estilos e tendências. A entrada é franca e a previsão é de tempo seco na capital.
Confira a programação:
15:00 - IRMÃOS CARRILHO (dupla folk de Curitiba)
16:00 - ANA MUNIZ (Porto Alegre)
17:00 - CALDO DE PIABA (banda do Acre, criada em 2009)
18:00 - FRANÇOIS PEGLAU (musico peruano radicado em Londres)
19:00 - ALABÊ ÔNI - (Porto Alegre)
20:00 - LOS PIRATAS (grupo colombiano que reinventa a tradicional cumbia)
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
TOM ZÉ: UM CORINTIANO FELIZ ATERRISSA EM PORTO ALEGRE
TOM ZÉ a própria felicidade.
Aos 79 anos, completados no último dia 11 de outubro, o baiano de Irará deve estar com o coração corintiano batendo a mil, prestes a comemorar mais um título brasileiro, que provavelmente deve acontecer no próximo domingo.
Mas antes disso, retorna à Porto Alegre, onde está o seu conterrâneo DIDA, goleiro colorado, com passagem pelo rival tricolor.
O alvinegro TOM ZÉ, se apresenta hoje no Salão de Atos da UFRGS, às 8 da noite, fechando a série "IRREVERENTES", do UNIMUSICA 2015 com o show "NO BURACO DA FECHADURA".
Os ingressos estão esgotados desde a manhã de terça-feira. Tinha gente na fila desde as cinco da manhã e os porto-alegrenses correram para trocar um quilo de alimento por uma entrada para o espetáculo desta noite como se fossem os corintianos para ver o time treinado pelo gaúcho TITE jogar no Itaquerão.
Um show de TOM ZÉ é como uma partida de futebol, onde tudo pode acontecer, pois o cantor, compositor e músico radicado em São Paulo desde os anos 60 carrega em sua música elementos que também são bem visíveis no DNA futebolístico: irreverência, surpresa, talento, treinamento e originalidade.
Por isso suas apresentações são sempre tão concorridas, em qualquer região do país e do exterior. Se parte da mídia o despreza, o problema não é dele.
Do cérebro de TOM ZÉ pode sair uma jogada genial a qualquer momento e logicamente lances já conhecidos pelo seu público literalmente fiel.
O entrosamento tá garantido. No palco palco uma banda que joga junto com ele há uma década: DANIEL MAIA (guitarra); FELIPE ALVES (baixo); JARBAS MARIZ (cavaquinho e percussão); CRISTINA CARNEIRO (teclados) e FÁBlO ALVES (bateria).
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